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Mais de 1,5 milhão de pessoas não voltaram para receber a 2ª dose contra Covid-19 no estado do RJ


Pouco mais de 1,5 milhão de pessoas com idade acima de 5 anos residentes no estado do Rio de Janeiro ainda não retornaram aos postos de saúde para receber a segunda dose das vacinas contra Covid-19 e completar o esquema vacinal primário. O levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES) aponta ainda que outras 2 milhões de pessoas não tomaram nenhuma dose do imunizante. A SES alerta para a importância de a população completar o esquema vacinal para evitar as formas graves e óbitos pela doença.


— A principal forma de evitarmos internações e óbitos pela Covid-19 é a vacinação. Estudos mostram que, desde o início da campanha, houve uma redução significativa das formas graves da Covid. Por isso, fazemos um apelo para que a população procure os postos de saúde para receber o imunizante o quanto antes — afirmou o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.


O levantamento, realizado com dados registrados no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) até o dia 21.06, mostrou que, quando se observa a aplicação da primeira dose de reforço, o número de pessoas com a caderneta em atraso é ainda maior. Das cerca de 12 milhões de pessoas com mais de 18 anos com esquema vacinal completo, seis milhões ainda não receberam nenhuma dose de reforço contra a Covid-19. Os dados analisados podem sofrer alterações diárias de acordo com os registros de doses inseridos no sistema.


Perfil dos internados A vacinação é a melhor forma de proteção contra os agravamentos pela Covid-19, especialmente as internações hospitalares. A informação, segundo o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da SES, foi constatada após uma análise do perfil dos internados com Covid-19 nas unidades da rede estadual de saúde entre os dias 9 e 10 de junho. O monitoramento mostrou que no período analisado 56 pessoas estavam hospitalizadas, sendo 36 em UTI e 20 em enfermaria. Desse total, apenas 41% estavam como o esquema vacinal completo e uma dose de reforço.


A idade, assim como as comorbidades, são fatores fundamentais para a evolução para as formas graves da Covid-19. Das pessoas entrevistadas pelo CIEVS, a maior parte era de idosos, sendo a mediana de idade de 69 anos. Além disso, 16% dos internados apresentavam alguma comorbidade. Os pacientes avaliados estavam internados no Hospital Estadual Dr. Ricardo Cruz (HERCruz), Hospital Regional do Médio Paraíba Dra. Zilda Arns Neumann (HERZA) e no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), unidades de referência no estado para o tratamento da doença.


Desde o último dia 30, o Ministério da Saúde recomenda a aplicação da primeira dose de reforço contra Covid-19 para população de 12 a 17 anos de idade. Com a inclusão dessa faixa etária, serão mais 1,3 milhão de pessoas que deverão receber a vacina de reforço, após completar o esquema vacinal primário.


A aplicação da segunda dose de reforço foi iniciada em 24 de março deste ano, de acordo com a recomendação do Ministério da Saúde, na população com 80 anos ou mais.

Gradativamente a cobertura foi ampliada e, no momento, a recomendação do MS é que todas as pessoas com 40 anos ou mais, trabalhadores da saúde e imunossuprimidos que receberam as vacinas AstraZeneca, Coronavac ou Pfizer no esquema primário sejam imunizadas com a dose de reforço. O intervalo mínimo entre um reforço e outro é de 4 meses. As vacinas a serem utilizadas deverão ser Pfizer, Janssen ou AstraZeneca.


Para as pessoas que receberam a vacina Janssen no esquema primário (dose única), o MS também recomenda a aplicação de uma segunda dose de reforço independentemente do imunizante utilizado no primeiro reforço. O intervalo mínimo para a aplicação do segundo reforço deve ser de 4 meses do primeiro.

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