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Culpa Materna

Por Natália Nascimento...

Seríamos nós, mães, fadadas a viver a culpa materna de forma constante?


Seria isso uma obrigação?


Seria essa culpa o nosso certificado de mãe que se importa? Se sentimos culpa é porque amamos?


A dificuldade que toda mãe sente em decidir fazer algo para si vem desse sentimento.


Winnicott, psiquiatra e pediatra inglês, fala sobre "mãe suficientemente boa". Embora ele mesmo assuma que nunca foi sua intenção dissertar sobre as complexidades da maternidade, entende o quanto importante foi falar sobre isso.


Ele, lá em 1949, já muito a frente da sua época entendia que a mãe é o sujeito que além de prover as necessidades do seu filho para seu desenvolvimento, também falha muitas vezes, e está o tempo todo se corrigindo.


A culpa nos obriga a não cometer erros, a deixar de fazer algo por nós, a julgar nossas próprias decisões. Nos fazendo esquecer que somos - falhas -.


Completando, Winnicott, entende que são esses erros que justificam todo o nosso cuidado, "a comunicação do amor, assentada por haver ali um ser humano que se preocupa".


Sabe, eu não ousaria dizer que um dia viveremos sem esse sentimento. Mas eu acredito que somos inteiramente capazes de diminui-lo e acreditar que sim, estamos fazendo o nosso melhor sempre.


Natália é psicóloga, mãe de duas meninas: a Nina e a Liz. No instagram, ela escreve textos e conteúdo voltado para mães. Em Itatiaia, Natália representa a Campanha Maio Furta Cor, que aborda sobre saúde mental materna.

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